Dermaplaning | O Que É? Como se Faz? Benefícios

O que é

O dermaplaning é um tratamento estético com ação esfoliante que remove os pelos finos do rosto e as células superficiais do estrato córneo.

O procedimento é realizado por um médico ou profissional de estética, que desliza delicadamente um bisturi específico sobre a pele.

A lâmina passa junto à superfície cutânea e remove células mortas, impurezas e pelos faciais finos. O resultado é uma pele luminosa e muito lisa.

Imediatamente após o dermaplaning pode surgir uma ligeira vermelhidão durante uma ou duas horas. Contudo, o procedimento é geralmente bem tolerado e permite retomar de imediato as atividades quotidianas.

Para que serve

No dermaplaning profissional, o médico ou profissional de estética utiliza um bisturi específico para remover os pelos finos, também conhecidos como penugem ou «pelo de pêssego».

A passagem da lâmina ajuda a esfoliar a superfície da pele, removendo células mortas e impurezas.

O dermaplaning é, por isso, especialmente indicado para mulheres que pretendem remover a penugem e melhorar a textura da pele, tornando-a macia e sedosa.

Pode também ser utilizado como tratamento de preparação para outros procedimentos cosméticos ou de medicina estética. Por exemplo, pode melhorar a absorção cutânea dos ativos aplicados posteriormente e facilitar uma aplicação uniforme da maquilhagem.

Tal como outros procedimentos esfoliantes, considera-se que o dermaplaning pode estimular a renovação epidérmica e a síntese de colagénio, melhorando o aspeto geral da pele e tornando as rugas finas menos visíveis.

O dermaplaning pode ser uma opção de esfoliação para pessoas com couperose, pele sensível ou alergias que impeçam a utilização de tratamentos mais agressivos, como a microdermoabrasão ou os peelings químicos.

O procedimento pode igualmente ser adequado durante a gravidez ou o aleitamento, quando a utilização de determinadas substâncias químicas é desaconselhada.

Funciona?

O dermaplaning foi descrito pela primeira vez num artigo publicado no Journal of Dermatological Surgery and Oncology na década de 70 1. Nesse contexto, mostrou-se eficaz na redução da acne vulgar resultante da inflamação das unidades pilossebáceas.

No entanto, é geralmente contraindicado quando existem sinais evidentes de acne quística ou acne ativa, devido ao risco elevado de lesões e infeções.

Até ao momento, foram publicados muito poucos estudos sobre a eficácia do dermaplaning.

Do ponto de vista científico, os dados disponíveis são escassos, sobretudo anedóticos e pouco documentados. Ainda assim, o procedimento tornou-se cada vez mais popular no mercado cosmético, porque muitos pacientes, médicos e cirurgiões se declaram satisfeitos com os resultados 2.

Curiosidade: rapar os pelos faz com que cresçam mais fortes?

Apesar da crença comum, rapar os pelos não faz com que voltem a crescer mais espessos ou mais depressa. Esta ideia já tinha sido refutada por estudos clínicos em 1928 1.

Os pelos que nunca foram rapados apresentam uma ponta mais fina e afilada. Pelo contrário, os pelos recém-cortados terminam numa extremidade mais romba, o que pode fazê-los parecer mais espessos.

Além disso, a exposição prolongada a fatores naturais, como a luz solar, tende a aclarar os pelos. Os pelos recém-rapados podem parecer mais escuros e dar a impressão de terem ficado «mais fortes».

Como é realizado

O dermaplaning utiliza lâminas descartáveis e exige uma limpeza preparatória adequada da pele com uma solução antisséptica.

Depois de cuidadosamente limpa, a pele é deixada secar, uma vez que a humidade pode dificultar o movimento da lâmina.

O profissional posiciona uma lâmina de bisturi n.º 10 num ângulo de 30 a 45 graus e desloca-a lentamente sobre a pele esticada, no sentido contrário ao crescimento dos pelos. Desta forma, remove células mortas, tecido cicatricial e resíduos que tornam a pele baça e obstruem os poros.

A experiência do profissional e a utilização correta do bisturi tornam o procedimento seguro e ajudam a prevenir inflamações e cortes.

Durante o tratamento, o paciente não sente dor, embora possa notar um ligeiro desconforto.

Duração e número de sessões

A duração do tratamento é relativamente curta e varia geralmente entre 20 e 30 minutos.

Para manter uma melhoria contínua, podem ser realizadas sessões adicionais uma vez por mês.

Depois do tratamento

Após o tratamento, o médico ou profissional de estética aplica normalmente um produto hidratante e calmante, por exemplo à base de ácido hialurónico, eventualmente seguido de um protetor solar com SPF 30 ou superior.

Também podem ser aplicados cosméticos ativos, como um sérum antioxidante com vitamina C e vitamina E, uma vez que a ligeira esfoliação mecânica pode favorecer a sua penetração.

Os pacientes devem manter a pele limpa com um produto de limpeza suave, de manhã e à noite, para reduzir o risco de infeção.

Devem ainda evitar tocar no rosto imediatamente após o tratamento, utilizar proteção solar com SPF 30 ou superior e evitar a exposição direta ao sol durante pelo menos uma semana.

Durante pelo menos 48 horas, não devem utilizar ativos como alfa-hidroxiácidos ou retinoides, nem realizar outra esfoliação mecânica.

Preço

O preço de uma sessão de dermaplaning pode variar entre 80 e 150 euros, consoante a zona tratada e o profissional que realiza o procedimento.

Efeitos secundários

Os efeitos secundários mais comuns incluem aumento temporário da sensibilidade cutânea e vermelhidão local.

Estes sintomas desaparecem normalmente após algumas horas.

Dependendo do tipo de pele, podem surgir pelos encravados após o dermaplaning, sobretudo em pessoas com pele mais escura e pelos encaracolados.

Contraindicações

As contraindicações do dermaplaning incluem:

  • acne ativa;
  • infeção ativa, como herpes simples ou verrugas planas;
  • lesões cutâneas elevadas;
  • peeling químico recente;
  • quimioterapia ou radioterapia;
  • eczema ou dermatite;
  • antecedentes familiares de cicatrizes hipertróficas ou queloides;
  • hemofilia;
  • terapêutica hormonal associada a pigmentação intensa;
  • nevos cutâneos;
  • utilização de medicamentos anticoagulantes;
  • utilização recente de agentes tópicos como ácido glicólico, alfa-hidroxiácidos e retinoides;
  • rosácea;
  • esclerodermia;
  • cancro da pele;
  • queimadura solar;
  • tatuagens na zona tratada;
  • telangiectasias ou eritema, que podem ser agravados ou tornados mais visíveis pela esfoliação;
  • pelos faciais espessos e escuros;
  • diabetes não controlada;
  • lesões vasculares.
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